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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Berna: Dia 3. Despedida


Vista da torre da Catedral de Berna. Uma ótima visão da cidade.
Ruas medievais vistas do topo da catedral.
Em nosso último dia em Berna, resolvemos finalmente subir a torre da catedral e ver a cidade lá de cima.
A torre estava em reforma, mas mesmo assim estava aberta para visitação. O dia ensolarado ajudou. Conseguimos ótimas fotos. O topo da torre é enfeitado com estátuas rústicas de trabalhadores tradicionais da cidade.
Trabalhadores esculpidos na torre.
Saindo de lá, fomos em direção ao Bundeshauss, o Parlamento, que é um belo palacete. No dia anterior ele estivera cercado por causa de algum evento e não pudemos nos aproximar. Hoje, as ruas em volta estavam abertas e pudemos chegar bem perto dele. Aí vai uma foto:

Parlamento da capital da Suíça.
Ao lado dele há uma série de parques bem verdes. Um deles é o Kleineschanze. De lá temos, vista para o parlamento e para o rio Aare. Muitas pessoas param para admirar a paisagem e aproveitam para fazer um lanchinho. Olha só as fotos... Impossível não parar aqui, né?
Vista do parque Kleineschanze.
Ali, há um pequeno lago artificial e um monumento aos correios e telégrafos do mundo, que uniram as nações e continentes. Antes da Internet, claro. Nas estátuas, vemos representadas as fisionomias de diversos povos em personagens que se dão as mãos e voam em torno do globo.

Parque tranquilo com lago e patinhos.
Monumento aos correios e telégrafos. Só não sabemos quem é a moça elegante com pinta de rainha.
Andamos pela rua Bollwerk e atravessamos a ponte Lorainebrücke. Lá, encontramos o Jardim Botânico de Berna, o Botanischer Garten, cuja entrada é de graça. Claro que aproveitamos. Era um lugar simples, mas muito bonito, com diversas espécies vegetais sendo cultivadas. Tinha até canteiros de vários tipos de musgo.
Mais um bonito parque no meio da cidade...
...e é de graça!!!
Depois, resolvemos ir até o Grosseschanze, onde havia a Einsteinterrasse, ou Terraço de Einstein. É um mirante enorme de onde se tem uma vista bacana da cidade e montanhas ao longe. Por algum motivo, não temos fotos desse lugar, mas provavelmente temos um vídeo, que será editado mais adiante.
Aproveitamos o lugar para fazer uma parada e come sanduíches comprados no Migros. Muitos estudantes tiveram a mesma ideia: o local estava cheio de jovens fazendo piqueniques. Andamos também pelas ruas atrás da universidade, com prédios baixos e bonitos.

Atravessamos a ponte Nydeggbrücke e andamos pelo outro lado do rio Aare. Subimos a Grossemuristalden, uma longa estrada arborizada. A vista era muito bonita de lá.
Um banquinho, uma ótima vista e a companhia perfeita... Precisa de mais alguma coisa?!
Um gato veio nos fazer companhia e apreciar a vista também. Mas ele estava mais interessado em caçar insetos na grama do que em ganhar uns cafunés!
Entramos na Kollerweg, que é uma rua bonita do lado do bosque Staudenrain, onde as pessoas fazem caminhadas. Entramos na rua Marienstrasse e caimos na Helvetiaplatz (praça). Andamos pelas ruas da região, que é quase completamente residencial, bem mais nova que o centro da cidade, muito limpa e bonita, até cair na Dalmazequai, que é uma via marginal do rio.

Atravessamos a ponte Dalmazebrucke e fomos subindo as ruazinhas até o Bundesterrasse. A noite já vinha e, nessa hora, nesse ponto, nós nos despedimos da cidade. Mas é claro que, antes de cair na cama, escolhemos um restaurante não muito caro para não sair da Suíça sem experimentar um prato típico: fondue!

O rio Aare e o Parlamento ao anoitecer.
Nossa última refeição na Suíca: um bom fondue!
Amanhã: Lyon, França!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Berna: Dia 2. Centro velho.


Uma das torres com relógios do centro velho de Berna.
Hoje fez frio, choveu, depois fez sol, depois choveu, depois ventou, depois esquentou, depois esfriou e choveu de novo... Tudo em um só dia. Igualzinho ao clima de Sampa. A gente se sentiu em casa!

No hotel, ganhamos dois mapas da cidade. E a primeira coisa que fizemos foi ir até o Coop, bem na frente do hotel, para comprar água e o lanche da tarde (achocolatado em caixinha Tetrapack – o qual, aliás, esperávamos que fosse maravilhoso, já que estamos no país do chocolate, mas os achocolatados brasileiros são muito melhores). Depois, fomos à estação de trem comprar as passagens para nosso próximo – e último – destino: Lyon, na França, com conexão em Genebra, daqui a 2 dias.

Resolvida a questão, fomos andar pelas ruas aqui do centro histórico, vendo as famosas fontes, a Torre da Prisão e a Torre do Relógio – a Zytglogge, onde, a cada hora inteira, os bonequinhos do relógio se mexem e giram. Tem uma bandinha de ursos músicos e um galo que bate asas e solta um som cômico. O espetáculo em si não é lá essas coisas, já vimos um relógio mais elaborado em Madri. O que impressiona de verdade é saber que o mecanismo dessa torre foi inventado no século XVI!

Zytglogge, a torre do relógio medieval.

Detalhe do relógio.
Rua com arcadas típicas dessa cidade.
De lá, chegamos à Rathaus, a prefeitura, ao lado da qual há uma fonte e uma bela igreja ainda católica, na qual infelizmente não pudemos entrar. Demos a volta nela para entrar na Brunngasse, uma pitoresca rua em forma de arco.
Para aproveitar espaço, as construções se projetam sobre as calçadas. Os pedestres podem passar sob as arcadas. Mas a cidade é tão calma que a gente anda na rua mesmo...

Mais detalhes das fachadas e arquitetura de Berna.

Curiosa fonte medieval com um ogro comendo uma criança. O que esse pessoal da Idade Média tinha na cabeça?
Parece que quinta-feira é o dia em que vêm excursões turísticas de outras cidades... Ontem, Berna estava praticamente vazia. Hoje, grupos guiados estavam por toda parte. Deixamos a península para eles e atravessamos a Kornhausbrücke, indo parar em uma área principalmente residencial da cidade. Sentindo a hora do almoço chegar, compramos sanduíches no Migros mais próximo e comemos sentados na Breiteinrainplatz, uma pracinha toda florida. Andamos até a caserna da cidade, depois voltamos descendo a Aargauenstaden, de onde conseguimos ver a cidade por outro ângulo. Ótimo ponto para fotos. :-)

Cruzando a ponte para o outro lado do Aare.
Olhando para o centro medieval da cidade.
Detalhe das estreitas ruas do centro velho.
Mais uma vista do limpíssimo Aare.
Atravessamos a Nydeggbrücke de volta para o centro velho, onde o pequeno labirinto de ladeiras e escadas nos conduziu a uma igreja ainda católica na Nydeggstauden e à saída da Untertorbrücke, na Läufenplatz. Ali, vimos algo que nos alegrou e ao mesmo tempo nos entristeceu: na saída para o rio havia algumas ruínas da cidade antiga e um paredão com uma bela gravura de como a cidade já foi. No entanto, essas ruínas e paredão estavam pichados! Sabemos que poderia ser pior, mas fizemos questão de fotografar isso para quem gosta de dizer que “a Europa é outra coisa”. Apesar de Berna ser uma cidade absurdamente limpa, gente besta existe em todo lugar, infelizmente.

Detalhe das ruinas de uma casa antiga.
Pichações e má conservação de um ponto histórico da cidade.
Fomos voltando pela Gerechtihkeitsgasse, uma das ruas principais do centro velho. Ela possui várias das famosas fontes medievais coloridas e a arquitetura típica de Berna: edifícios baixos construídos sobre arcadas. Debaixo dessas arcadas, hoje, há lojas de antiguidades e roupas, restaurantes, bares etc. Mais abaixo ainda, há curiosos porões, que hoje abrigam também bares, ateliês e outros espaços interessantes. Achamos até um cine privê. Acreditamos que em outros tempos esses locais tenham sido porões das casas, abertos para a rua, ou mesmo residências de pessoas mais pobres.

Casas com seus porões.
Atravessamos a Kirchefeldbrücke e fomos parar na Helvetiaplatz, onde tem o Museu de História de Berna, um tipo de castelinho bem atraente, que nos deixou curiosos. Planejamos voltar lá amanhã, pois já estava fechado, para ver se vale a pena visitá-lo. Voltamos à península e tentamos dar a volta no Bundeshaus, o Parlamento, um palacete muito bonito, mas parece que estava rolando algum evento importante no local e várias ruas ao redor estavam bloqueadas e vigiadas por policiais. Mesmo assim, conseguimos dar uma boa olhada no prédio. Mas a chuva apertou bem quando chegamos ao Kleine Schanze, um parque e mirante muito bonito, então resolvemos encerrar a noite e curtir a banheira. ;-)

Rua da parte mais nova da cidade.
Museu de História de Berna.
Casa do Parlamento de Berna. No dia, estava todo fechado para algum evento nacional.



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Berna: Dia 1. Vista gera, Catedral de Berna e rio Aare.


Rio Aare em Berna.
Quarta-feira, dia de frio e sol! Chegamos a Berna na hora do almoço. Não gostamos muito do trem. Apesar de toda a famosa organização suíça, nós não tínhamos acentos marcados e não conseguimos distinguir qual o vagão em que deveríamos ficar. Acabamos fazendo metade da viagem na primeira classe, sem saber. Até que o funcionário que checava as passagens pediu as nossas e nos avisou que estávamos no lugar errado. Fomos para o vagão da segunda classe e demoramos muito a encontrar lugar para colocar as malas e sentar. Enfim, foi uma experiência meio chata e não sentimos muita “organização” nela. Mas beleza!

Ruas do centro de Berna.
Detalhe da fachada de um prédio em Berna.
Mas a viagem correu sem verdadeiros problemas. Apesar de a previsão do tempo dizer que o clima em Berna estaria chuvoso, só estava meio nublado e fez sol durante a tarde. Um dia bastante agradável. Ficamos hospedados no Metropole Swiss Q Hotel, na Zeughausgasse, uma rua central, na qual só há hotéis, lojas e restaurantes – ou seja, totalmente voltada para o turismo. Pertinho do rio Aare e da estação de trem. Por ser o centro da cidade e, mais do que isso, o centro da capital do país, é uma área surpreendentemente calma, limpa, com poucos carros e a sensação de um eterno domingo.

A primeira coisa que fizemos após o check-in foi caçar almoço. Descobrimos que Berna, por ser uma cidade turística, está mal-preparada para o turista não germânico. Os cardápios estão sempre em alemão e, no máximo em francês. Para quem não fala essas línguas, fica difícil escolher o que comer. Ainda mais se você for vegetariano... Acabamos comendo torradas com queijo e ovo e uma salada para acompanhar. Estava muito bom, mas foi caro.

A Suíça realmente é um lugar caro para visitar. Para vir aqui, das duas, uma: ou você separa uma grana ou faz como a gente, que passou a maior parte do tempo comendo sanduíches, frutas e biscoitos comprados nos mercados Coop e Migros. O Coop foi nosso salva-vidas durante toda a viagem à Suíça. Em Zurique e em Berna, tem um em cada esquina.

A linda Catedral de Berna.
Fomos conhecer a Catedral de Berna. Assim como as outras igrejas na maior parte da Suíça, durante a Reforma Protestante as esculturas e pinturas católicas foram retiradas dela. Nesta igreja o teto foi pintado com floreios abstratos, então ela está menos pelada. E bem em cima da porta principal sobreviveu uma complexa escultura do Juízo Final, toda colorida. No centro há um anjo guerreiro. À esquerda de quem olha para ele estão as almas virtuosas curtindo o Paraíso. À direita está o Inferno, cheio de pecadores sendo torturados. Com destaque para um diabo que aflige um cara apertando o pinto dele com um alicate!
Detalhe da catedral. À esquerda, o céu. À direita, o inferno. 
Detalhe do inferno e do diabinho sádico (à direita da foto).

Interior da catedral.

Vitrais medievais.
Paramos no mirante que existe ao lado da igreja, um terraço elevado de onde se tem uma belíssima vista da cidade do outro lado do Aare e do rio propriamente dito. Ele é limpíssimo, de um tom azul-turquesa, e em alguns pontos tão raso que mesmo do alto das pontes conseguimos ver pedras e algas que existem em seu leito. Em seu entorno há vegetação, casas de encosta e passeios, alguns exclusivos para pedestres e bicicletas. Tem-se a sensação de estar caminhando dentro de um bosque onde ocasionalmente aparecem filas de casas que sobem as montanhas.
Prédios no centro velho de Berna.
Descemos uma escadaria para andar lá embaixo, junto ao Aare, e atravessamos a Dalmazibrücke (ponte). Do outro lado, continuamos contornando o rio pelos passeios para pedestres. Fomos em direção ao parque Bärengraben. Qual não foi nossa surpresa ao perceber que bem no meio do caminho havia um viveiro de ursos!
Viveiro de ursos na margem do rio Aare.
O urso é o símbolo da cidade de Berna. Levaram o tema a sério: separados de nós por um canalzinho de água e um muro de vidro há três ursos que ficam brincando e coçando as bundas enquanto os turistas se deliciam olhando para eles. Essa surpresinha fica bem junto da Nyddegbrücke, a enorme ponte que antecede a Untertorbrücke, sua irmã menor e muito mais velha, pitoresca e cercada de casas cuja estrutura e disposição remonta às origens da cidade. Mas não atravessamos nenhuma dessas pontes. Continuamos andando pela margem verdejante do rio. Em certos pontos há escadinhas que conduzem o caminhante diretamente à água, onde se pode pescar. E realmente tinha um cara, nesse frio, com água pelos tornozelos, tentando pescar não sei que peixes, pois naquela água cristalina não vimos nenhum!
Pontes que cruzam o Aare.
Andamos até a rua Altenbergsteg e, de volta à nossa margem da cidade, subimos uma escadaria de mais de 100 degraus entre casas típicas até voltar ao centro. Escolhemos um restaurante em nossa rua, cujo menu em inglês era bem incompleto – simplesmente instruía o cliente a perguntar aos garçons sobre este ou aquele prato! Tanto o garçom como o gerente foram muito solícitos, mas tivemos dificuldades para nos comunicar e resolvemos encarar a surpresa do “menu vegetariano”. Era um pratão de legumes variados feitos na manteiga (nham!) com um ovo frito por cima. Pedimos também um prato de queijos sortidos, que veio com damascos, nozes e ameixas.
Vista das águas limpas do Aare.
No fim do dia, banho (de banheira, iei!) e cama. Mas descobrimos, infelizmente, que nossas janelas aqui não são à prova de baderna de gente bêbada em plena madrugada. :-(