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domingo, 7 de outubro de 2012

Lyon: Dia 2. Notre-Dame de Fourvière, Vieux Lyon e rio Saône

Basilique Notre-Dame de Fourvière.
É um faniquito atrás do outro. Hoje, fomos até a Notre-Dame de Fourvière usando o bonde funicular, que parte da estação de metrô Vieux Lyon (literalmente, Velha Lyon, no coração do bairro medieval). Se você tiver pique, dá pra ir a pé, estilo peregrino - é uma looooonga subida. Pique nós temos, mas não queríamos perder tempo e preferimos o funicular, que é barato e rápido. Lá em cima há uma vista fantástica e a catedral, do século XIX, em estilo eclético, é linda por si só. Tem também um museu de arte religiosa acoplado a ela, mas não entramos por sentirmos que já tínhamos visto bastante arte religiosa para uma viagem só (rs).

Mila fazendo a diva na Notre-Dame de Fourvière.
Torres imponentes da Notre-Dame, do século XIX.
A cripta da igreja.
Diferentemente do que vimos nas igrejas italianas renascentistas, aqui não tem homens esfolados nem Cristos detonados. Só anjos serenos e murais com temas mais pacíficos... Tudo bem bonito.
Depois, fomos até os dois anfiteatros romanos na cidade, nos quais você simplesmente entra de graça, anda, senta nas arquibancadas... como se não fosse nada estar em um lugar com mais de 2 mil anos de história! Lyon era um assentamento galo-romano, isto é, uma cidade romana na Gália, de cultura mista, e foi muito importante na época, a ponto de os romanos construírem aqui grandes edifícios comerciais e centros de lazer.

Os anfiteatros, totalmente abertos, estavam surpreendentemente bem conservados, sem nenhum sinal de vandalismo. Nós já tínhamos visto pixações e lixo jogado em outros pontos da cidade, o que nos fez esperar o pior, mas os monumentos históricos parecem ser sagrados até para os arruaceiros, rs! Estar lá é emocionante para qualquer pessoa que goste de História. Imaginar as peças que foram encenadas nos dias de glória do anfiteatro maior, as poesias recitadas no menor (o Odeon) e as pessoas que passaram por ali é de pirar.

Ruínas de quase 2 mil anos.
Outra vista do grande anfiteatro.
Quantas pessoas devem ter sentado nessas arquibancadas?
Não sabemos se essa escadinha era para os atores ou para o público, mas nem ligamos.
Depois, passamos quase todo o resto do dia no Museu Galo-Romano, ali ao lado, bem específico sobre o tipo de cidade que se desenvolveu nas Gálias sob domínio romano. Tem inúmeras peças gaulesas, romanas e mestiças das duas culturas, além de uma maquete de como a cidade deve ter sido e duas instalações - funcionando! - sobre como os romanos bombeavam água e como mudavam os cenários dos anfiteatros.

Museu Galo-Romano de Lyon.
Descemos para o bairro medieval de novo (lógico, né... rs) e terminamos o dia andando em volta do Saône. Amanhã vamos zanzar pelo "nosso" bairro, o Croix-Rousse, e caçar os famosos murais de Lyon, pintados em prédios espalhados pela cidade. :-)

Vista que se tem de um restaurante bem localizado no morro perto da Notre-Dame de Fourvière. 
Não por acaso, ouvimos muitas vozes italianas saindo dessas casas.
Rio Saône e suas marginais.
Havia alguns barcos-casas no rio. Já pensou morar por um tempo em um barco nesse rio, nessa cidade?
Fim de tarde e Lyon dá um show de luzes!

Ponte sobre o rio Saône.

sábado, 6 de outubro de 2012

Lyon: Dia 1. Visão geral


Lyon, uma baita metrópole!
Lyon, França.

Nossa primeira sensação, ao sair da estação de trem para procurar o metrô e vir para o hotel, foi de choque: deixamos uma região calma e silenciosa, de cidades pequenas e pitorescas, para vir parar numa agitada metrópole, com metrô sujo, pedintes, barulho e todo o resto! Parece até que já estamos em Sampa, rs!

Mas sabemos que Lyon tem muito mais do que isso a oferecer. A cidade é bastante antiga e nossa expectativa é de encontrar um pouco de tudo por aqui.

O rio Rhône, um dos dois que cortam a cidade de Lyon.
Outra vista do Rhône.
De fato: em 5 horas de rolê, a impressão que ficou é de que Lyon é uma São Paulo com centro medieval, passado romano e um rio limpo - ou melhor, dois! Esta cidade é incrível, parece realmente ter de tudo! Isso porque não faremos os passeios fora do grande centro, aqueles para os quais é preciso pegar uma excursão ou alugar um carro...

De nosso hotel no bairro de Croix-Rousse, conseguimos ver um pedação da cidade, pois estamos hospedados em um altiplano que domina Lyon, cheio de mirantes! Nem sabíamos dessa vantagem quando escolhemos o hotel - só queríamos que fosse numa vizinhança decente e perto de um metrô. Daqui, o que se vê é uma metrópole com arranha-céus de vidro dominando o horizonte. Infelizmente, há também pixações, garrafas quebradas e lixo deixado pela turma que resolve fazer balada nos mirantes. Coisas de cidade grande, fazer o quê?

Pedimos um mapa na recepção do hotel e fomos bater perna. Na borda do penhasco, quero dizer, do mirante, uma habitante nos viu confusos com o mapa e se ofereceu na maior gentileza para nos explicar como chegar aonde queríamos (o rio, claro). Descemos várias escadarias, curiosamente povoadas por plaquinhas com imagens de objetos artísticos, sinalizando aos turistas que estão no caminho certo.

Centro de Lyon. E olha que nem é o centro "velho" ainda.
Fonte em um dos cantos de um enorme pátio no centro da cidade.
A arquitetura neoclássica predomina nessa parte da cidade.
No centro, fomos salvos, é claro, por um lugarzinho que servia comida italiana, o La Nouvelle Brasserie. Lá, a comida é servida em porções muito originais (e convenientes): pequena, média, grande e extragrande. Rápida, gostosa e barata.

La Nouvelle Brasserie serve comida em 4 tamanhos: pequeno, médio, grande e extragrande.
E, como dá pra ver em nosso prato, pegamos uma porção pequena de comida pra garfar rapidinho.
Mas só depois de andar primeiro até o rio Rhône e depois até o Saône é que encontramos o que realmente nos interessa: casario medieval, palacetes renascentistas, belos edifícios do século XIX, igrejas impressionantes, rio com passeio para pedestres na margem, banquinhas de livros antigos, lojas de antiguidades e decoração e chocolaaaaaateeeeeee!!!

Gente, convulsionei.

O outro rio de Lyon: Saône.
Escadarias típicas no centro velho - o realmente velho.
Estamos apanhando para decidir quais museus visiteremos e quais não, já que só temos até quarta-feira. Pensávamos em um bate-volta para Avignon, mas aqui mesmo são tantas as coisas para ver que já vimos que nem rola. Só sabemos que, hoje, já babamos um bocado nas ruas estreitas do centro medieval, especialmente na Cathédrale Saint-Jean Baptiste de Lyon (igreja de São João Batista), construída entre 1180 e 1480. Amanhã, subiremos ao monte onde fica a impressionante Catedral Notre-Dame de Fouvière, o Museu Galo-Romano e dois anfiteatros do tempo do Império Romano.

Preciso de um calmante.
Atenciosamente,
Mila

Notre-Dame de Fourvière vigiando a cidade.
Cathédrale de Saint-Jean Baptiste (São João Batista),.
P.S: Amanhã tem mais.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Berna: Dia 3. Despedida


Vista da torre da Catedral de Berna. Uma ótima visão da cidade.
Ruas medievais vistas do topo da catedral.
Em nosso último dia em Berna, resolvemos finalmente subir a torre da catedral e ver a cidade lá de cima.
A torre estava em reforma, mas mesmo assim estava aberta para visitação. O dia ensolarado ajudou. Conseguimos ótimas fotos. O topo da torre é enfeitado com estátuas rústicas de trabalhadores tradicionais da cidade.
Trabalhadores esculpidos na torre.
Saindo de lá, fomos em direção ao Bundeshauss, o Parlamento, que é um belo palacete. No dia anterior ele estivera cercado por causa de algum evento e não pudemos nos aproximar. Hoje, as ruas em volta estavam abertas e pudemos chegar bem perto dele. Aí vai uma foto:

Parlamento da capital da Suíça.
Ao lado dele há uma série de parques bem verdes. Um deles é o Kleineschanze. De lá temos, vista para o parlamento e para o rio Aare. Muitas pessoas param para admirar a paisagem e aproveitam para fazer um lanchinho. Olha só as fotos... Impossível não parar aqui, né?
Vista do parque Kleineschanze.
Ali, há um pequeno lago artificial e um monumento aos correios e telégrafos do mundo, que uniram as nações e continentes. Antes da Internet, claro. Nas estátuas, vemos representadas as fisionomias de diversos povos em personagens que se dão as mãos e voam em torno do globo.

Parque tranquilo com lago e patinhos.
Monumento aos correios e telégrafos. Só não sabemos quem é a moça elegante com pinta de rainha.
Andamos pela rua Bollwerk e atravessamos a ponte Lorainebrücke. Lá, encontramos o Jardim Botânico de Berna, o Botanischer Garten, cuja entrada é de graça. Claro que aproveitamos. Era um lugar simples, mas muito bonito, com diversas espécies vegetais sendo cultivadas. Tinha até canteiros de vários tipos de musgo.
Mais um bonito parque no meio da cidade...
...e é de graça!!!
Depois, resolvemos ir até o Grosseschanze, onde havia a Einsteinterrasse, ou Terraço de Einstein. É um mirante enorme de onde se tem uma vista bacana da cidade e montanhas ao longe. Por algum motivo, não temos fotos desse lugar, mas provavelmente temos um vídeo, que será editado mais adiante.
Aproveitamos o lugar para fazer uma parada e come sanduíches comprados no Migros. Muitos estudantes tiveram a mesma ideia: o local estava cheio de jovens fazendo piqueniques. Andamos também pelas ruas atrás da universidade, com prédios baixos e bonitos.

Atravessamos a ponte Nydeggbrücke e andamos pelo outro lado do rio Aare. Subimos a Grossemuristalden, uma longa estrada arborizada. A vista era muito bonita de lá.
Um banquinho, uma ótima vista e a companhia perfeita... Precisa de mais alguma coisa?!
Um gato veio nos fazer companhia e apreciar a vista também. Mas ele estava mais interessado em caçar insetos na grama do que em ganhar uns cafunés!
Entramos na Kollerweg, que é uma rua bonita do lado do bosque Staudenrain, onde as pessoas fazem caminhadas. Entramos na rua Marienstrasse e caimos na Helvetiaplatz (praça). Andamos pelas ruas da região, que é quase completamente residencial, bem mais nova que o centro da cidade, muito limpa e bonita, até cair na Dalmazequai, que é uma via marginal do rio.

Atravessamos a ponte Dalmazebrucke e fomos subindo as ruazinhas até o Bundesterrasse. A noite já vinha e, nessa hora, nesse ponto, nós nos despedimos da cidade. Mas é claro que, antes de cair na cama, escolhemos um restaurante não muito caro para não sair da Suíça sem experimentar um prato típico: fondue!

O rio Aare e o Parlamento ao anoitecer.
Nossa última refeição na Suíca: um bom fondue!
Amanhã: Lyon, França!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Berna: Dia 2. Centro velho.


Uma das torres com relógios do centro velho de Berna.
Hoje fez frio, choveu, depois fez sol, depois choveu, depois ventou, depois esquentou, depois esfriou e choveu de novo... Tudo em um só dia. Igualzinho ao clima de Sampa. A gente se sentiu em casa!

No hotel, ganhamos dois mapas da cidade. E a primeira coisa que fizemos foi ir até o Coop, bem na frente do hotel, para comprar água e o lanche da tarde (achocolatado em caixinha Tetrapack – o qual, aliás, esperávamos que fosse maravilhoso, já que estamos no país do chocolate, mas os achocolatados brasileiros são muito melhores). Depois, fomos à estação de trem comprar as passagens para nosso próximo – e último – destino: Lyon, na França, com conexão em Genebra, daqui a 2 dias.

Resolvida a questão, fomos andar pelas ruas aqui do centro histórico, vendo as famosas fontes, a Torre da Prisão e a Torre do Relógio – a Zytglogge, onde, a cada hora inteira, os bonequinhos do relógio se mexem e giram. Tem uma bandinha de ursos músicos e um galo que bate asas e solta um som cômico. O espetáculo em si não é lá essas coisas, já vimos um relógio mais elaborado em Madri. O que impressiona de verdade é saber que o mecanismo dessa torre foi inventado no século XVI!

Zytglogge, a torre do relógio medieval.

Detalhe do relógio.
Rua com arcadas típicas dessa cidade.
De lá, chegamos à Rathaus, a prefeitura, ao lado da qual há uma fonte e uma bela igreja ainda católica, na qual infelizmente não pudemos entrar. Demos a volta nela para entrar na Brunngasse, uma pitoresca rua em forma de arco.
Para aproveitar espaço, as construções se projetam sobre as calçadas. Os pedestres podem passar sob as arcadas. Mas a cidade é tão calma que a gente anda na rua mesmo...

Mais detalhes das fachadas e arquitetura de Berna.

Curiosa fonte medieval com um ogro comendo uma criança. O que esse pessoal da Idade Média tinha na cabeça?
Parece que quinta-feira é o dia em que vêm excursões turísticas de outras cidades... Ontem, Berna estava praticamente vazia. Hoje, grupos guiados estavam por toda parte. Deixamos a península para eles e atravessamos a Kornhausbrücke, indo parar em uma área principalmente residencial da cidade. Sentindo a hora do almoço chegar, compramos sanduíches no Migros mais próximo e comemos sentados na Breiteinrainplatz, uma pracinha toda florida. Andamos até a caserna da cidade, depois voltamos descendo a Aargauenstaden, de onde conseguimos ver a cidade por outro ângulo. Ótimo ponto para fotos. :-)

Cruzando a ponte para o outro lado do Aare.
Olhando para o centro medieval da cidade.
Detalhe das estreitas ruas do centro velho.
Mais uma vista do limpíssimo Aare.
Atravessamos a Nydeggbrücke de volta para o centro velho, onde o pequeno labirinto de ladeiras e escadas nos conduziu a uma igreja ainda católica na Nydeggstauden e à saída da Untertorbrücke, na Läufenplatz. Ali, vimos algo que nos alegrou e ao mesmo tempo nos entristeceu: na saída para o rio havia algumas ruínas da cidade antiga e um paredão com uma bela gravura de como a cidade já foi. No entanto, essas ruínas e paredão estavam pichados! Sabemos que poderia ser pior, mas fizemos questão de fotografar isso para quem gosta de dizer que “a Europa é outra coisa”. Apesar de Berna ser uma cidade absurdamente limpa, gente besta existe em todo lugar, infelizmente.

Detalhe das ruinas de uma casa antiga.
Pichações e má conservação de um ponto histórico da cidade.
Fomos voltando pela Gerechtihkeitsgasse, uma das ruas principais do centro velho. Ela possui várias das famosas fontes medievais coloridas e a arquitetura típica de Berna: edifícios baixos construídos sobre arcadas. Debaixo dessas arcadas, hoje, há lojas de antiguidades e roupas, restaurantes, bares etc. Mais abaixo ainda, há curiosos porões, que hoje abrigam também bares, ateliês e outros espaços interessantes. Achamos até um cine privê. Acreditamos que em outros tempos esses locais tenham sido porões das casas, abertos para a rua, ou mesmo residências de pessoas mais pobres.

Casas com seus porões.
Atravessamos a Kirchefeldbrücke e fomos parar na Helvetiaplatz, onde tem o Museu de História de Berna, um tipo de castelinho bem atraente, que nos deixou curiosos. Planejamos voltar lá amanhã, pois já estava fechado, para ver se vale a pena visitá-lo. Voltamos à península e tentamos dar a volta no Bundeshaus, o Parlamento, um palacete muito bonito, mas parece que estava rolando algum evento importante no local e várias ruas ao redor estavam bloqueadas e vigiadas por policiais. Mesmo assim, conseguimos dar uma boa olhada no prédio. Mas a chuva apertou bem quando chegamos ao Kleine Schanze, um parque e mirante muito bonito, então resolvemos encerrar a noite e curtir a banheira. ;-)

Rua da parte mais nova da cidade.
Museu de História de Berna.
Casa do Parlamento de Berna. No dia, estava todo fechado para algum evento nacional.