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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Compra com antecedência!

Filas enormes para entrar na Basílica de São Pedro e nos Museus do Vaticano.

Quando visitamos Roma pela primeira vez, na Páscoa de 2010, ficamos duas horas na fila para entrar nos Museus do Vaticano. Na Basílica de São Pedro a gente nem conseguiu entrar! Acho que, da próxima vez, vou apelar para um serviço de compra antecipada pela internet.
Recentemente descobri um desses serviços para adquirir ingressos para atrações na Europa. Chama-se Ticketbar, e lá você pode comprar entradas para todo tipo de coisa com antecedência, desde um passeio de barco até ingressos de museus.
Ainda não usei, mas, se você já usou, conte nos comentários como foi a sua experiência e se você recomenda!
Aí vai o link para o Ticketbar: http://bichodaviagem.rgi.ticketbar.eu

domingo, 12 de abril de 2015

Porto Velho

Dia 12 de abril. Ainda tínhamos muito trabalho para fazer esta semana. Então ficamos a maior parte do tempo em casa, enchendo a cara de madeleines, uns docinhos franceses viciantes que você encontra em qualquer mercado.
Pausa para leite com chocolate e madeleines!
No final do dia, resolvemos dar um pulo rápido no Porto Velho para testar novamente a câmera e registrá-lo na "hora dourada". É um período da manhã e do final da tarde em que o sol produz uma iluminação avermelhada, deixando as fotos muito mais bonitas.

Clique na imagem para ampliar a vista panorâmica.
Clique na imagem para ampliar a vista panorâmica.

sábado, 11 de abril de 2015

Nova câmera!

O Palais Longchamp registrado como merece!
Compramos uma câmera melhor para registrar a viagem. Para estreá-la, escolhemos o Longchamp. É agora que as fotos começam a ficar boas. :)

terça-feira, 7 de abril de 2015

Piquenique no dia 7

Tínhamos trabalho a fazer na segunda-feira. Então, só tivemos um tempinho no final da tarde para fazer um piquenique no Longchamp com Helena e sua filha Sasha.

Helena mora em Marselha e contou tantas maravilhas sobre a cidade que a gente decidiu começar a viagem por lá.
Camila em um relacionamento sério com um pacote de madeleines! Helena e Sasha comendo coisas saudáveis.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Avignon, a cidade papal

No dia 6 de abril de 2014, um domingo, resolvemos conhecer Avignon. Uma viagem de trem de apenas 1 hora e meia. A cidade é conhecida por abrigar o Palais des Papescastelo dos papas da Idade Média. Dentro dele funciona um museu. Passeio obrigatório para quem curte medievalidades.
Palais des Papes.
Andando pelo centro histórico da cidade, você pode ver e imaginar como era a vida por lá em outros tempos.
Ruelas de Avignon.
Foi um ótimo fim de semana! Praia no sábado e castelo medieval no domingo! Dá pra querer mais?

domingo, 5 de abril de 2015

Vamos à praia?

Bom, era sábado e resolvemos ir à praia no dia 5 de abril do ano passado. Mas claro que fomos à pé, ou não seríamos nós! Atravessamos boa parte da cidade e vimos áreas mais nobres de Marselha.
Place Castellane.
Passamos pela bela Place Castellane, que lembra mais a ideia pré-concebida que temos da França, com edifícios neoclássicos.

Plage du Prado.
Depois de quase 2 horas andando, chegamos à Plage du Prado, praia artificial numa área repleta de casarões chiques. Ainda estava frio em abril, então, nada de entrar no mar!

Perto dela fica o Parc Borély, uma área verde ótima para fazer caminhadas, com roseiral, árvores, fontes, pavões e até um château.
Château de Borély.
Aproveite e dê uma olhada no nosso vídeo sobre as praias de Marselha. ;-)

sábado, 4 de abril de 2015

MuCEM

O MuCEM foi instalado no Fort Saint-Jean, do século XVII.
No dia 4 de abril de 2014, fomos ao MuCEM, o Museu das Civilizações da Europa e Mediterrâneo.
Dentre as várias exposições, a que marcou mais naquele momento foi o "Carnaval: rito de renovação".
Traje de carnaval de diversos países, um mais doido que o outro.
A exposição mostrava vários trajes de carnaval usados em toda a Europa. São manifestações culturais das áreas mais agrária do continente.

Escultura no jardim do MuCEM.
A entrada do museu é paga, mas o acesso aos jardins e mirantes é grátis. :-)

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Le Panier

Le Panier é o bairro mais antigo de Marselha, onde se instalou a colônia grega de Massalia, com seu porto, em 600 a.C. As ruas formam um labirinto de escadarias e casas antigas, onde restam sinais da expansão promovida por ricos comerciantes do século XVI ao XVIII. Infelizmente, boa parte do bairro foi destruída por soldados alemães durante a Segunda Guerra Mundial, quando o lugar tornou-se refúgio de combatentes da resistência francesa. Cerca de 1.500 casas foram dinamitadas após os moradores - refugiados, judeus, comunistas - serem enviados a campos de concentração.

David no labiríntico Le Panier.
No caminho, passamos pela Église Notre-Dame des Accoules, igreja fundada no século XI. Foi parcialmente destruída durante a Revolução Francesa.

Notre-Dame des Accoules. Da Idade Média, só sobrou a torre.
Le Panier é a primeira morada tradicional dos imigrantes em Marselha, principalmente da Córsega e da Itália e, mais recentemente, de diversos pontos da América Latina e África. Não por acaso, no ponto mais alto do bairro, a Place des Moulins, onde ainda se veem os restos de um dos famosos 15 moinhos da cidade, um homem puxou papo conosco em espanhol, após nos ouvir conversando em português. "Moro aqui", fez questão de dizer", mas não sou francês. Sou corso." Isso parece mostrar que, embora a Córsega pertença à França desde o século XVIII, os que lá nascem cultivam uma identidade muito sua.

Também não é por acaso que lá havia tantos moinhos. Nesse 2 de abril, o vento era tão forte que, aliado ao resfriado que eu acabara de pegar, acabou nos mandando logo para casa. Mas ainda voltaríamos para conhecer melhor esse bairro turístico, mais pitoresco que bonito.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Voltinha no parque

No dia 2, devido ao grande volume de trabalho (ainda bem!), não pudemos fazer nenhum passeio demorado. Fomos bater cartão no Parc Longchamp.

Nosso quintal público.
O parque já teve um zoológico, desativado em 1987. Que bom, pois, a julgar pelo tamanho das jaulas, que ainda existem, os bichos não viviam nada bem. Hoje, só há animais de mentirinha, feitos de vibra de vidro, como esses que você vê na foto.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O Jardim dos Vestígios

O nome mais que poético Jardin des Vestiges é como chamam o sítio arqueológico que, em pleno centro de Marselha, mostra restos do antigo porto grego-romano que deu origem à cidade. O local foi descoberto por acaso em 1967, durante obras para a construção do shopping Centre Bourse (onde, poucos dias depois, finalmente compraríamos uma câmera fotográfica decente).

Mila sentada junto da muralha grega, "se sentindo".
A entrada no jardim é feita pelo Museu de História de Marselha, passeio também obrigatório para qualquer history nerd feito a gente.

Diz a lenda que o porto e a cidade de Marselha foram fundados pelos gregos de Foceia em 600 a.C., o que faz dela a cidade mais antiga da França. Aqui, portanto, você pode pisar as mesmas ruas que os mercadores gregos e romanos pisaram mais de 2 mil anos atrás.

terça-feira, 31 de março de 2015

Palais e Parc Longchamp

Palais Longchamp é um monumento inaugurado em 1869 para comemorar a criação do Canal de Marseille, um aqueduto que trouxe água do rio Durance para a cidade. As duas alas bonitonas que você vê na foto abrigam o Museu de Belas-Artes e o Museu de História Natural de Marselha.

Palais Longchamp.
Ao redor do palácio fica o Parc Lonchamp, ao qual as pessoas trazem as crianças depois da escola. Ótimo lugar para piqueniques... e pertíssimo da nossa ex-casa. Era ali que fazíamos caminhadas rápidas, no final da tarde, quando o dia de trabalho era intenso demais para passeios mais longos. *Suspiros saudosos.*

Tem vídeo nosso com um pouco da história e das belezas do Longchamp no Youtube. Vai lá!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Comidinha caseira

Em Marselha, é muito fácil achar vegetais com essa aparência apetitosa. E também cogumelos baratos, e-nor-mesChampignon não é exatamente um "tipo" de cogumelo; para os franceses, é só a palavra para cogumelo. Na França, o Agaricus bisporus, que no Brasil conhecemos como champignon, é chamado de champignon de Paris ou champignon de couche. E qualquer mercearia tem esse cogumelo in natura.

É fácil manter a casa abastecida. No bairro, há várias mercadinhos e filiais das grandes redes francesas Monoprix e Casino, onde vemos até caixas automatizados, nos quais o cliente passa as compras e faz o pagamento sozinho (mas também caixas tradicionais, com funcionários, para os caipiras como nós). Nem sinal de Carrefour.

No menu do dia 30/3/2014 teve macarrão com tomate, abobrinha e cogumelo paris fresquinho.

sábado, 28 de março de 2015

Um ano de Wanderlust

Dia 25/3, fez um ano desde que embarcamos no projeto Wanderlust: passar 6 meses na Europa, morando em várias cidades sem deixar de trabalhar uma semana sequer para nossos clientes do Brasil.

Quem acompanhou nosso outro blog ou a página no Facebook sabe que passamos o primeiro mês em Marselha, no sul da França. O plano inicial era alugar uma quitinete por seis meses nessa cidade e usá-la como sede para visitar outros lugares. Depois, percebendo que a localização fixa limitaria nosso alcance, decidimos mudar de cidade todo mês. Isso nos permitiu curtir muito da França, Itália e Portugal (e até um tiquinho da Holanda).

Para comemorar um ano de Wanderlust e movimentar este blog que anda às moscas, a partir de hoje publicaremos uma foto por dia. (Coisa que deveríamos ter feito no decorrer da viagem, mas as tarefas eram muitas. Algo tinha que acabar de fora.)

Nossa ruazinha vista da janela da sala. Glamour zero, amor total.
Ué, e as fotos dos dias 25, 26 e 27? Bom, nesses dias não fizemos nada fotografável. Havíamos acabado de chegar a uma cidade desconhecida, fazia um frio desgramado e tínhamos trabalhos a entregar. Então, usamos os primeiros dias para trabalhar muito e fazer um reconhecimento do território, aprendendo onde ficavam os melhores mercados, mercearias e lugarzinhos de comida boa & barata.

Assim, a primeiríssima foto é do dia 28 e só mostra a rua onde moramos por um mês. Um apartamento estiloso em um prédio simples, numa vizinhança quietíssima (a não ser por um vizinho que, coitado, tossia o tempo todo e uma família tão barulhenta que nunca sabíamos se estavam brigando ou se divertindo). Ficava no 4º arrondissement de Marselha. Um arrondissement é uma divisão administrativa e/ou judiciária, um tipo de distrito existente nas cidades francesas e em alguns países francófonos. Inclui diversos bairros e é administrado por uma subprefeitura.

O chuveiro e o vaso sanitário ficavam em cômodos totalmente separados, ambos sem janela. Havia um quarto fechado que não podíamos acessar e uma porção de objetos africanos e indianos pela casa. Trabalhávamos na mesa da sala e comíamos vendo notícias na Al Jazeera (havia pelo menos três canais de TV árabes). Estávamos claramente na casa de outra pessoa, mas ao mesmo tempo no nosso lar. Fomos felizes lá.

Se quiser ver mais Marselha, passa lá nosso canal no Youtube para conhecer o Vieux Port, o Parc Longchamp, as ilhas e praias!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Buenos Aires: Dia 3. Passeio de ônibus e despedida

Vista do ônibus turístico.
No último dia, resolvemos pegar um ônibus turístico que fazia um passeio por toda Buenos Aires, para que pudéssemos ver aquilo que a pé não teríamos tempo de cobrir. Por ironia, justo nesse dia a temperatura baixou e o sol deu uma trégua. A caminhada teria sido muito mais agradável do que nos dias anteriores. Mas o que estava feito estava feito! Bora pro ônibus!

Tínhamos certo preconceito com passeios de ônibus porque achávamos que caminhadas sempre valeriam muito mais a pena. Mas a verdade é que o busão é ótimo. Vale muito a pena fazer esse passeio, especialmente para quem tem pouco tempo para explorar a cidade. Compramos o bilhete num pequeno escritório turístico no Microcentro, bem perto do hotel. Não lembramos o nome do lugar. Mas peça informação no seu hotel. Eles sempre sabem onde você pode comprar. O bilhete vale por 24 ou 48 horas, depende da sua escolha. Você tem a opção de descer nos diversos pontos em que ele para, dar um rolê a pé, depois voltar ao ponto e subir em outro ônibus turístico com o mesmo bilhete. Muito bom, recomendamos.

O ônibus oferece audioguias MUITO capengas - vários não estavam funcionando. Mas encontre um que funcione e você ovirá várias histórias interessantes sobre a cidade e seus pontos turísticos. Além de 3 horas de Adiós Nonino ao fundo.

Plaza de Mayo.
Começamos o passeio pela Plaza de Mayo. Esta parte da cidade a gente já havia visitado, mas foi legal ver do alto do ônibus, ouvindo as informações.

Prédios próximos à Plaza de Mayo.
Catedral Metropolitana.
No ônibus, contávamos com fones de ouvidos que narravam o caminho para a gente.
O guia em áudio estava gravado em 10 línguas. Uma delas era o português brasileiro. Mas olha o estado das entradas...
Pelo caminho, uma passeata. Os portenhos são muito politizados.
Mais fachadas com influência francesa. Agora, em partes da cidade que não conhecíamos ainda.
E o colossal Palacio del Congreso de la Nación Argentina.
Até os edifícios mais contemporâneos não deixam de lado as mansardas francesas.
São poucas as áreas de prédios muito altos em Buenos Aires. As construçoes geralmente são baixas.
Curiosa escultura chamada Floralis Generica, na Plaza de las Naciones Unidas, Recoleta. Ela se abre de dia e se fecha de noite.
Planetário de Buenos Aires.
Teatro Colón.
Plaza del Congreso. Foto tirada por entre barras de uma cerca de metal que impede a vandalização desse monumento.
Outra vista do Congresso.
Prédio com retrato de Evita Peron na Avenida 9 de Julio.
Nós descemos do ônibus só no ponto final. Mas apanhamos um sanduba no Subway do Microcentro e voltamos a pé para a região do Palacio del Congreso, que era muito bonita. Tivemos ali a sensação de um bairro parisiense, com muitos prédios antigos e cheios de rococós. Caminhamos com calma, sabendo que não daria tempo de ver mais muita coisa nesse dia, o último da viagem.

O passeio nos deixou com vontade de um dia voltar e ver com mais calma tudo o que Buenos Aires tem para mostrar: os museus, os cafés, os parques... Uma cidade de contrastes que em muito lembra nossa São Paulo, mas com sua própria personalidade e, digamos, tempero. Nossa estadia aqui foi curtinha, mas deixou aquele gosto de quero mais que sempre acompanha as melhores viagens.

Até a próxima!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Buenos Aires: Dia 2. Retiro, Recoleta e Palermo

Indo para o norte!
Nosso segundo dia em Buenos Aires. O calor continuava infernal! Decidimos fazer o caminho contrário do que fizemos ontem e fomos em direção ao norte da cidade, visitar os bairros "chiques".

Porta maravilhosa do Centro Naval, ainda no Microcentro.
Detalhe da porta do Centro Naval.
Andamos em direção ä Plaza de San Martín. Uma região muito bonita e bem cuidada, com forte influência europeia nos edifícios em volta da praça.

Escultura na Plaza de San Martín.
Monumento ao General José de San Martín, um dos líderes da Indepedência Argentina.
Encontramos lá o Edifício Kavanagh, que já foi o prédio mais alto da América do Sul e o maior em concreto armado. Ele foi concluído em 1935 e financiado pela irlandesa Corina Kavanagh.

Edifício Kavanagh. Lembra nosso Banespão.
Mais uma vista do Kavanagh a partir da Plaza de San Martín.
Seguindo um pouco mais para a frente, há um monumento aos mortos da Guerra das Malvinas. Neste monumento ficam 2 soldados fazendo guarda em frente aos nomes de todos os que morreram durante o conflito. Ficamos morrendo de pena dos dois, usando uniformes pesados debaixo daquele sol.

Soldados reais guardam o monumento a Los Caídos en Malvinas.
Torre de los Ingleses.
O mais irônico de tudo isso é que a Torre de los Ingleses fica em frente ao monumento das Malvinas...
Ainda há um estranhamento entre as duas nações sobre a questão das Ilhas Malvinas. Então, hoje, muita gente prefere chamar o edifício de Torre Monumental.

Estação de trem de Buenos Aires.
Já estávamos no bairro do Retiro. Continuando nosso passeio, passamos pela estação central de trem de Buenos Aires, a Retiro Mitre. É daqui que saem os trens para várias cidades por toda a Argentina. Foi inaugurada em 1915 e, na época, foi considerada uma das maiores estações do mundo. A arquitetura é muito bonita.

Interior da Estación Retiro Mitre.
Plataforma dos trens.
Detalhe da arquitetura da estação.
Agora, entrávamos no bairro da Recoleta. O padrão econômico da região é maior, como se pode ver pelas fotos. Só tem avenida larga e prédio enorme e bonitão. Logo que encontramos uma praça bem verdinha, deitamos para descansar, porque o sol não perdoava.

Edifícios de alto padrão no bairro da Recoleta. Vista da Av. del Libertador.
"Passeador" de cães.
Uma coisa muito comum pela cidade é ver uma pessoa levando vários cachorros para passear. Vários mesmo. É uma profissão séria por aqui. As pessoas não têm tempo de andar com seus cães e contratam estes profissionais, que vão com uma leva de cachorros de uma só vez. Na foto acima, achamos que são 11...

Igreja de Nuestra Señora del Pilar em Recoleta.
Detalhes do altar da mesma igreja.
Recoleta deve seu nome aos monges franciscanos "recoletos"(reclusos) que se instalaram na região no século XVIII. Eles fundaram um convento e a Igreja de Nuestra Señora del Pilar, cuja construção foi concluída em 1732.

É aqui que fica o Cemiterio de la Recoleta, onde Evita Peron foi enterrada. Até queríamos caçar o túmulo da moça, mas o dia estava tão quente e nós, tão cansados que acabamos não procurando por ele. Fica para a próxima vez!

Estavam à venda mapas das ruas do cemitério com as localizações dos túmulos dos mortos mais célebres, mas os vendedores só aceitavam pagamento em dinheiro, então não pudemos comprar, porque no dia anterior já tínhamos gastado quase a metade do dinheiro vivo que trouxéramos - boa parte só no restaurante do Caminito, onde não sai barato comer. Aliás, fique de olho: muitos estabelecimentos comerciais em Buenos Aires não estão aceitando cartão de crédito, só dólar ou peso. Isso inclui lojas, mercados e restaurantes. Não sabemos a razão. Por causa disso não conseguimos comprar lanches para substituir o almoço e tivemos que escolher nesse dia um lugar que aceitasse nosso cartão. Então, antes de escolher onde almoçar, pergunte que tipo de pagamento o lugar aceita. Ou leve MUITO dinheiro.

Entrada do Cemiterio de la Recoleta.
O cemitério tem lápides com diversos estilos artísticos.
Essas esculturas são muito comuns por todo o cemitério.
Cansados e com fome, resolvemos fazer uma pausa. Perto do cemitério existem vários restaurantes e resolvemos dar uma chance para o Punta Recoleta.

Recomendamos este restaurante.
O lugar era adoravelmente cafona, a comida era ótima e os garçons, muito simpáticos. Um deles era até brasileiro! Aliás, o que mais tem nesta cidade é brasileiro. Nem parece que estamos em outro país. Quando visitamos cidades europeias, a primeira reação dos brasileiros ao ouvir gente de sua terra falando é parar para conversar como se fossem velhos amigos. Todo mundo adora viajar, mas dá saudade de casa e de ouvir conversas inteligíveis. Aqui, não. Buenos Aires é uma filial do Brasil. Os brazucas se esbarram o tempo todo e nem ligam. E os argentinos são muito parecidos com nossa gente: simpáticos, falantes e amantes do futebol. Qualquer conversa já resulta num: "Qual é o seu time?", normalmente seguindo de: "É o Corinhtians?".

Cogumelos, muito queijo e uma salada verde para completar!
Brindando neste dia 10 anos juntos!
Aliás, não avisamos, mas fizemos esta viagem para comemorar 10 anos juntos. O aniversário foi exatamente neste dia, então queríamos mesmo um almocinho especial. Parabéns pra nós.

Após o almoço, continuamos pela Recoleta em direção aos bairros de Palermo e Belgrano. Uma região moderna e muito verde.

Um pequeno shopping no meio do caminho. Não entramos, mas parece legal.
Plaza Francia. Monumento dado de presente pelos franceses aos Argentinos em 1910.
Museu Nacional de Bellas Artes. Com exposição de Caravaggio rolando. E a gente com tempo e dinheiro contados... tsc.
Seguindo ainda pela Av. del Libertador.
Biblioteca Nacional. Levou 30 anos para ficar pronta e é um exemplo de arquitetura brutalista.
A Argentina recebeu imigrantes do mundo todo nos séculos XIX e XX. E aqui encontramos vários monumentos e parques dedicadas a algumas nacionalidades.

Monumento aos alemães que se instalaram em Buenos Aires.
Detalhes do monumento.
Visitamos também o Jardín Japones, que tem entrada paga, mas vale muito a pena.
Canteiros do Jardín Japones.
Laguinho com pontes e rochas ornamentais.

O contraste entre os jardins e os altos prédios de Palermo.
Gracinha de cascata, não?
Estávamos perto do Zoológico de Buenos Aires. Por causa do horário, ele estava quase fechando e não deu para fazer uma visita. Mas a região é muito bonita e arborizada e vale o passeio mesmo se você não for entrar em lugar algum.

Atrás desse muro de árvores fica o Zoo.
Monumento aos espanhóis.
Antes de voltar ao hotel, fizemos uma breve visita ao Jardín Botánico, que é aberto e fica perto da Plaza Itália. Demos uma rápida volta por lá, interagindo com os gatos que moram no local. Depois, tamanho era o cansaço, resolvemos voltar de metrô. O metrô de Buenos Aires tem boas linhas, mas, estranhamente, nenhuma delas leva à parte da cidade onde fica o Caminito. Tivemos a sensação de que o metrô só serve o centro e a área nobre da cidade.

Espelho d'água no Jardín Botánico.
Um dos cafés mais antigos e tradicionais de Buenos Aires.
Depois de voltar ao hotel e tomarmos um banho, resolvemos terminar o dia indo ao Café Tortoni, inaugurado em 1858 na Avenida de Mayo - pertinho do nosso hotel. Aqui, são apresentados shows de tango, mas nós queríamos apenas conhecer o lugar e jantar.

Decoração típica de 155 anos atrás!
Nós dois depois de comermos um quiche e uma pizzeta. Foto: cortesia do garçom.
E amanhã, infelizmente, é nosso último dia... Melhor aproveitarmos bem!