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sábado, 4 de abril de 2015

MuCEM

O MuCEM foi instalado no Fort Saint-Jean, do século XVII.
No dia 4 de abril de 2014, fomos ao MuCEM, o Museu das Civilizações da Europa e Mediterrâneo.
Dentre as várias exposições, a que marcou mais naquele momento foi o "Carnaval: rito de renovação".
Traje de carnaval de diversos países, um mais doido que o outro.
A exposição mostrava vários trajes de carnaval usados em toda a Europa. São manifestações culturais das áreas mais agrária do continente.

Escultura no jardim do MuCEM.
A entrada do museu é paga, mas o acesso aos jardins e mirantes é grátis. :-)

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Le Panier

Le Panier é o bairro mais antigo de Marselha, onde se instalou a colônia grega de Massalia, com seu porto, em 600 a.C. As ruas formam um labirinto de escadarias e casas antigas, onde restam sinais da expansão promovida por ricos comerciantes do século XVI ao XVIII. Infelizmente, boa parte do bairro foi destruída por soldados alemães durante a Segunda Guerra Mundial, quando o lugar tornou-se refúgio de combatentes da resistência francesa. Cerca de 1.500 casas foram dinamitadas após os moradores - refugiados, judeus, comunistas - serem enviados a campos de concentração.

David no labiríntico Le Panier.
No caminho, passamos pela Église Notre-Dame des Accoules, igreja fundada no século XI. Foi parcialmente destruída durante a Revolução Francesa.

Notre-Dame des Accoules. Da Idade Média, só sobrou a torre.
Le Panier é a primeira morada tradicional dos imigrantes em Marselha, principalmente da Córsega e da Itália e, mais recentemente, de diversos pontos da América Latina e África. Não por acaso, no ponto mais alto do bairro, a Place des Moulins, onde ainda se veem os restos de um dos famosos 15 moinhos da cidade, um homem puxou papo conosco em espanhol, após nos ouvir conversando em português. "Moro aqui", fez questão de dizer", mas não sou francês. Sou corso." Isso parece mostrar que, embora a Córsega pertença à França desde o século XVIII, os que lá nascem cultivam uma identidade muito sua.

Também não é por acaso que lá havia tantos moinhos. Nesse 2 de abril, o vento era tão forte que, aliado ao resfriado que eu acabara de pegar, acabou nos mandando logo para casa. Mas ainda voltaríamos para conhecer melhor esse bairro turístico, mais pitoresco que bonito.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Voltinha no parque

No dia 2, devido ao grande volume de trabalho (ainda bem!), não pudemos fazer nenhum passeio demorado. Fomos bater cartão no Parc Longchamp.

Nosso quintal público.
O parque já teve um zoológico, desativado em 1987. Que bom, pois, a julgar pelo tamanho das jaulas, que ainda existem, os bichos não viviam nada bem. Hoje, só há animais de mentirinha, feitos de vibra de vidro, como esses que você vê na foto.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O Jardim dos Vestígios

O nome mais que poético Jardin des Vestiges é como chamam o sítio arqueológico que, em pleno centro de Marselha, mostra restos do antigo porto grego-romano que deu origem à cidade. O local foi descoberto por acaso em 1967, durante obras para a construção do shopping Centre Bourse (onde, poucos dias depois, finalmente compraríamos uma câmera fotográfica decente).

Mila sentada junto da muralha grega, "se sentindo".
A entrada no jardim é feita pelo Museu de História de Marselha, passeio também obrigatório para qualquer history nerd feito a gente.

Diz a lenda que o porto e a cidade de Marselha foram fundados pelos gregos de Foceia em 600 a.C., o que faz dela a cidade mais antiga da França. Aqui, portanto, você pode pisar as mesmas ruas que os mercadores gregos e romanos pisaram mais de 2 mil anos atrás.

terça-feira, 31 de março de 2015

Palais e Parc Longchamp

Palais Longchamp é um monumento inaugurado em 1869 para comemorar a criação do Canal de Marseille, um aqueduto que trouxe água do rio Durance para a cidade. As duas alas bonitonas que você vê na foto abrigam o Museu de Belas-Artes e o Museu de História Natural de Marselha.

Palais Longchamp.
Ao redor do palácio fica o Parc Lonchamp, ao qual as pessoas trazem as crianças depois da escola. Ótimo lugar para piqueniques... e pertíssimo da nossa ex-casa. Era ali que fazíamos caminhadas rápidas, no final da tarde, quando o dia de trabalho era intenso demais para passeios mais longos. *Suspiros saudosos.*

Tem vídeo nosso com um pouco da história e das belezas do Longchamp no Youtube. Vai lá!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Comidinha caseira

Em Marselha, é muito fácil achar vegetais com essa aparência apetitosa. E também cogumelos baratos, e-nor-mesChampignon não é exatamente um "tipo" de cogumelo; para os franceses, é só a palavra para cogumelo. Na França, o Agaricus bisporus, que no Brasil conhecemos como champignon, é chamado de champignon de Paris ou champignon de couche. E qualquer mercearia tem esse cogumelo in natura.

É fácil manter a casa abastecida. No bairro, há várias mercadinhos e filiais das grandes redes francesas Monoprix e Casino, onde vemos até caixas automatizados, nos quais o cliente passa as compras e faz o pagamento sozinho (mas também caixas tradicionais, com funcionários, para os caipiras como nós). Nem sinal de Carrefour.

No menu do dia 30/3/2014 teve macarrão com tomate, abobrinha e cogumelo paris fresquinho.

sábado, 28 de março de 2015

Um ano de Wanderlust

Dia 25/3, fez um ano desde que embarcamos no projeto Wanderlust: passar 6 meses na Europa, morando em várias cidades sem deixar de trabalhar uma semana sequer para nossos clientes do Brasil.

Quem acompanhou nosso outro blog ou a página no Facebook sabe que passamos o primeiro mês em Marselha, no sul da França. O plano inicial era alugar uma quitinete por seis meses nessa cidade e usá-la como sede para visitar outros lugares. Depois, percebendo que a localização fixa limitaria nosso alcance, decidimos mudar de cidade todo mês. Isso nos permitiu curtir muito da França, Itália e Portugal (e até um tiquinho da Holanda).

Para comemorar um ano de Wanderlust e movimentar este blog que anda às moscas, a partir de hoje publicaremos uma foto por dia. (Coisa que deveríamos ter feito no decorrer da viagem, mas as tarefas eram muitas. Algo tinha que acabar de fora.)

Nossa ruazinha vista da janela da sala. Glamour zero, amor total.
Ué, e as fotos dos dias 25, 26 e 27? Bom, nesses dias não fizemos nada fotografável. Havíamos acabado de chegar a uma cidade desconhecida, fazia um frio desgramado e tínhamos trabalhos a entregar. Então, usamos os primeiros dias para trabalhar muito e fazer um reconhecimento do território, aprendendo onde ficavam os melhores mercados, mercearias e lugarzinhos de comida boa & barata.

Assim, a primeiríssima foto é do dia 28 e só mostra a rua onde moramos por um mês. Um apartamento estiloso em um prédio simples, numa vizinhança quietíssima (a não ser por um vizinho que, coitado, tossia o tempo todo e uma família tão barulhenta que nunca sabíamos se estavam brigando ou se divertindo). Ficava no 4º arrondissement de Marselha. Um arrondissement é uma divisão administrativa e/ou judiciária, um tipo de distrito existente nas cidades francesas e em alguns países francófonos. Inclui diversos bairros e é administrado por uma subprefeitura.

O chuveiro e o vaso sanitário ficavam em cômodos totalmente separados, ambos sem janela. Havia um quarto fechado que não podíamos acessar e uma porção de objetos africanos e indianos pela casa. Trabalhávamos na mesa da sala e comíamos vendo notícias na Al Jazeera (havia pelo menos três canais de TV árabes). Estávamos claramente na casa de outra pessoa, mas ao mesmo tempo no nosso lar. Fomos felizes lá.

Se quiser ver mais Marselha, passa lá nosso canal no Youtube para conhecer o Vieux Port, o Parc Longchamp, as ilhas e praias!